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Posts Tagged ‘enoturismo’

Introduzir o cultivo de novas variedades de uva em solo brasileiro e transformá-las em vinhos exclusivos de alto padrão é um desafio que estimula e diferencia a vinícola catarinense Villaggio Grando.

Ao longo da última década a propriedade que abriga a vinícola transformou-se em um verdadeiro laboratório de pesquisa para a adaptação de diferentes castas de uva e hoje conta com mais de 80 variedades de vitis viniferas – numa área de dois hectares dentro do total de 42 hectares destinados à produção de seus vinhos finos de altitude.

Para se alcançar o objetivo de identificar novas castas capazes de produzir um vinho de qualidade, as videiras são diariamente pesquisadas e controladas, levando em conta a sua adaptação ao terroir do município de Água Doce, nos campos de altitude de Santa Catarina, onde está localizada a propriedade. As pesquisas contam com o suporte técnico de importantes institutos de pesquisas agronômicas no Brasil e no exterior, como a Embrapa, a Epagri, o Instituto San Michele (Itália) e o Inra (França).

Acabou a safra 2012 na Villaggio Grando, colhemos as últimas uvas da variedade Cabernet Sauvignon com brix impressionante

Como resultado deste rigoroso processo de pesquisa e seleção, hoje a Villaggio Grando já cultiva para fins de produção 13 diferentes castas de uvas que melhor se adaptaram as características naturais únicas de uma das regiões que registram as temperaturas mais frias do país, resultando em vinhos exclusivos e surpreendentes.

Provenientes do sul da França, as uvas Petit Manseng e Gros Manseng são exemplos de uvas inéditas em solo brasileiro que começaram a produzir excelentes resultados. O primeiro rótulo comercializado pela vinícola aproveitando estas duas castas é o Villaggio Grando Colheita Tardia. Lançado em 2010 a partir de uvas colhidas já desidratadas e extremamente maduras, sua qualidade se traduz em um vinho doce natural, com boa acidez e força aromática, que evolui na garrafa ano após ano.

Com a supervisão do enólogo português Antonio Saramago – também responsável pelo bem-sucedido vinho Além Mar da Villaggio Grando -, a vinícola vem testando novos vinhos brancos de colheita tardia com o uso de uvas exclusivas, aproveitando o inverno rigoroso e o clima bem definido para cada estação, que permite uma maturação lenta dos cachos.

Na Villaggio Grando os locais para implantação das uvas são escolhidos a partir de uma série de pesquisas que englobam indicadores como ventos, localização, solo, altitude e umidade. Ainda assim, não existem garantias de que as castas irão se adaptar de forma satisfatória aos elementos naturais para se transformar em vinhos de alto padrão: “Sempre há o desafio do novo, pois é um terroir que ainda não possui um histórico, e cabe a nós fazer isso”, aponta o diretor da vinícola Guilherme Sulsbach Grando.

No objetivo de produzir vinhos de forma natural, com ótimos níveis de maturação e guarda, o vinhedo da Villaggio Grando vem se expandindo de modo a ter plantações suficientes para que sejam abortados todos aqueles cachos em excesso, conferindo à planta, a plena capacidade de produzir frutos com a qualidade alcançada nas regiões vinícolas mais consagradas do mundo.

Localizada no município de Água Doce, nos campos de altitude de Santa Catarina, a vinícola Villaggio Grando reúne características ímpares de solo e clima, próprios para o desenvolvimento de seus vinhedos. São 42 hectares e 13 variedades de uvas, cultivadas em harmonia com à natureza, para a produção de vinhos tintos, brancos, rosé e espumantes em tiragens limitadas, que traduzem o terroir autêntico de umas das regiões mais frias do país.

Fonte/Foto: MCK Culturada Informação

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13 de maio, Dia das Mães.

E o que dar, fazer, demonstrar para que elas saibam e sintam nosso amor e agradecimento?

 

 

 

Não só em datas especiais, mas em todos os dias do ano, assim como as estações, os municípios e empreendimentos associados ao Rota da Amizade CVB estão preparados para fazer do dia, do final de semana, um momento especial e inesquecível para você, sua família e a pessoa amada.

Querem algumas sugestões de passeio para fazer desta data ainda mais especial? Lá vai:

 

Cultura e Gastronomia

O Tirol Brasileiro é sempre uma boa escolha para passar as férias, ou o final de semana. A paisagem de Treze Tílias faz lembrar regiões da Áustria, de onde vieram os colonizadores deste município, que trouxeram a gastronomia, a arquitetura, o chopp, a música e a dança típica que hoje alegram os visitantes. A história e a cultura desse povo permanecem vivas nas vestimentas e no idioma da população local, que fazem você acreditar por alguns instantes que não está no Brasil, e sim em algum país da Europa.

 

 

Aventura – Frio

Fraiburgo, Terra da Maçã ou do charmoso frio desta época do ano? Acertou quem escolheu as duas alternativas. Neste ano o frio chegou um pouco mais cedo para encantar moradores e turistas que apreciam a estação mais gelada do ano. As geadas que embranquecem a paisagem e cobrem carros com sua força e delicadeza, ao mesmo tempo em que o sol ilumina o céu azul e aquece junto do vento que refresca. A colheita da maçã, de Dezembro a Abril, que lota os equipamentos turísticos do município, trazendo curiosos e amantes da fruta para poder apreciar o suculento sabor de logo após tirá-la do pé, neste ano já terminou, mas a paisagem é rica com as macieiras dormindo esperando a primavera para novamente despertar.

 

 

Um final de semana/tarde relaxante e histórica

Piratuba é reconhecida por suas Águas Termais. Com propriedades terapêuticas atrai turistas de todo o Brasil e da América Latina para relaxar e renovar as energias nas diversas piscinas da Companhia Hidromineral de Piratuba – Termas de Piratuba. Após mergulhar nas águas de temperatura de 38,6ºC, a histórica Maria Fumaça de 1906 aguarda na estação da cidade para o passeio na centenária Ferrovia São Paulo – Rio Grande do Sul. Com duração de quatro horas em meio a degustações e apresentações culturais o passeio de Piratuba/SC a Marcelino Ramos/RS, leva todos a voltar no tempo e se deliciar com o barulhinho do vagão.

 

 

Educação, Desenvolvimento

Pólo do desenvolvimento econômico do Meio Oeste catarinense, Joaçaba é o primeiro município no ranking de IDS (Índice de Desenvolvimento sustentável) de Santa Catarina e destaque como cidade universitária, na formação de profissionais. Município também de fé e tradição, traz milhares de pessoas para sambar ao ritmo extasiante das três Escolas de Samba e do Carnafolia que esquentam o mês de Fevereiro e, já no mês seguinte, para agradecer e pedir bênçãos à Frei Bruno, franciscano que muitos acreditam ter poderes milagrosos. O Frei  recebeu em sua homenagem um dos maiores monumentos da América Latina. Hoje o processo de beatificação de Frei Bruno tramita em Roma.

 

 

Videiras e Estrelas

O Berço do Vale da Uva e do Vinho vem se destacando pela qualidade oferecida nos produtos fabricados na região, vinhos finos e de mesa produzidos em cantinas familiares, vinhos finos de altitude e espumantes produzidas com a mais alta tecnologia, encantam visitantes com a forma de produção e sabor. O convite do município de Videira é conhecer a fundo a história do vinho e do universo, com equipamentos modernos e de longo alcance o Observatório Astronômico Domingos Forlin agenda visitas para visualização de planetas, estrelas, com uma aula espetacular de conhecimento.

 

 

Com certeza após essa viagem sua mãe não precisará de fotos ou cartões, tudo ficará registrado com muita alegria e amor. Que presentão hein?

Contato Secretárias de Turismo

Piratuba (Atendimento de 2ª a 6ª feira) – 049 3553 0553

Joaçaba (Atendimento de 2ª a 6ª feira) – 049 3521 3005

Treze Tílias (Atendimento todos os dias) – 049 0997

Videira (Atendimento de 2ª a 6ª feira) – 049 3566 4855

Fraiburgo (Atendimento de 2ª a 6ª feira) – 049 3908 2002

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Os municípios de Fraiburgo, Videira, Treze Tílias, Joaçaba e Piratuba estão à espera dos turistas, vindos de todos os lugares do Brasil e do mundo, os turistas estão chegando para o feriadão de Páscoa.

 

Decoração Páscoa Videira

 

De uma ponta a outra da Rota da Amizade, a movimentação deve superar as expectativas, os hotéis já estão trabalhando a todo o vapor em sua capacidade máxima, para surpreender e bem receber os visitantes, com animadas recreações, música ao vivo e as surpresas que cada equipamento oferece aos seus hóspedes.

 

 

Em datas especiais os hotéis oferecem serviços diferenciados, pacotes completos, com cardápios temáticos, recreação, relaxamento e sempre muita diversão. Além das opções oferecidas pelos hotéis, dentro do Rota da Amizade CVB existem diversos roteiros para se fazer a dois, com a família, amigos ou a turma toda.

 

Enoturismo – Visitação a vinícolas de vinhos finos e finos de altitude.

Associados:

Vinícola da Serra (Pinheiro Preto): 49 3562 1340

Vinícola Panceri (Tangará): 49 3566 7700

Vinícola Santa Augusta (Videira): 49 3566 9600

Vinícola Villaggio Grando (Água Doce): 49 3563 1188

Gastronomia – Degustar comidas típicas austríacas, alemães, italianas e campeiras com leve toque de sofisticação e o tempero familiar.

Associados:

Parque Lindendorf – Minicidade (Treze Tílias): 49

Hotel Renar (Fraiburgo): 49 3246 9000

Cantina Nono Vito (Fraiburgo): 49 3246 4054

Restaurante Marques & Vígolo (Fraiburgo): 49 3246 2347

Hotel Tirol (Treze Tílias): 49 3537 0125

Fazenda do Engenho Parque Hotel (Piratuba): 49 3553 0012

Thermas de Piratuba Park Hotel (Piratuba): 49 3553 0000

Aventura e Lazer – Diversão com os amigos em passeios de aventura dentre pomares recheados de maçã, ou histórico cultural abordo da Maria Fumaça sob os trilhos da histórica estrada Férrea São Paulo – Rio Grande do Sul, ambos com uma pitadinha de emoção, cultura e conhecimento do município e da região.

Associados:

Casa do Turista (Fraiburgo): 49 32462352

Trem das Termas (Piratuba): 49 3553 1121

Hospedagem– Hotéis reconhecidos nacionalmente, fazem de seus hospedes reis em suas estadas, trabalham de forma diferenciada e especial a cada cliente que chega. Trabalham com pacotes, tarifas especiais, prontos para receber a turismo de lazer ou negócios.

 Associados:

Hotel Tirol (Treze Tílias): 49 3537 0125

Fazenda do Engenho Parque Hotel (Piratuba): 49 3553 0012

Hotel Renar (Fraiburgo): 49 3246 9000

Thermas de Piratuba Park Hotel (Piratuba): 49 3553 0000

Hotel Fraiburgo (Fraiburgo): 49 3246 9999

Schafer Palace Hotel (Piratuba):49 3553 0000

Pousada Romântica (Piratuba): 49 3553 0440

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A Páscoa, assim como o Natal une a todos em meio a crenças, simbolismos, cores, sabores e muita alegria.

Os associados do Rota da Amizade CVB, de Piratuba, Treze Tílias, Joaçaba, Videira e Fraiburgo, estão cheios de coelhinhos e ovos coloridos para todos os lados. Os hotéis com pacotes especiais, os restaurantes com cardápios irresistíveis, os vinhos na temperatura certa para aquecer ou refrescar o seu paladar com os deliciosos e tão esperados chocolates. Os detalhes nos artesanatos feitos por mãos delicadas e precisas são levadas para enfeitar lares de todo Brasil e mundo.

Em meio à energia de Páscoa, a tradição na Rota da Amizade fala mais alto.

 

 

No Tirol brasileiro, a Osterwanderung reúne turistas e locais para conhecer e participar deste ato da tradição austríaca. Osterwanderung, tradução caminhada de Páscoa, é uma caminhada realizada no sábado (7), na trilha ecológica da cidade de Treze Tílias, durante a trilha monitores estarão acompanhando e ovos de chocolate e cozidos serão distribuídos para os participantes.

As inscrições são gratuitas, a partir das 8h30 em frente a Prefeitura. A largada será às 9h e os 50 primeiros ganharam a camiseta oficial do evento.

 

Informações: Secretaria de Turismo Treze Tílias 49 3537 0997

 

 

PROMOÇÕES DE PÁSCOA NA ROTA DA AMIZADE

 

Villaggio Grando Boutique Winery

Thermas de Piratuba Park Hotel

Hotel Renar

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A vinícola Villaggio Grando, situada no município de Água Doce, na Rota da Amizade, em campos com 1,3 mil metros de altitude, alcança projeção pela qualidade dos vinhos e também por oferecer um complexo enoturístico em expansão. O fundador da empresa, Maurício Carlos Grando, que ingressou no ramo por sugestão de cliente europeu, transferiu para o seu filho Guilherme Grando o desafio de comandar as ações comerciais da vinícola no Brasil e exterior. Convencido de que a vitivinicultura é um trabalho de muitas gerações, o jovem começou a aprimorar sua formação no segmento aos 15 anos, quando fazia intercâmbio na Austrália. Além do posicionamento de vinícola butique, sempre com foco em qualidade, o que dá confiança para a equipe da Villaggio Grando são resultados de degustações informais, às cegas, nos EUA e Europa, que já colocaram vinho da empresa entre os melhores do mundo.

Guilherme Sulsbach Grando

Diretor comercial da Villaggio Grando, vinícola butique baseada em Herciliópolis, município de Água Doce, na Rota da Amizade. Guilherme Sulsbach Grando, 26 anos, é o filho mais velho do empresário do setor madeireiro de Caçador e fundador da vinícola, Maurício Carlos Grando, que tem mais dois filhos, Marila e Bernardo. Há três anos, tem como desafio principal difundir os vinhos e espumantes da vinícola. Graduado em Direito pela Universidade Positivo, de Curitiba, é sommelier formado pelo Centro Europeo daquela cidade e, antes, curso um ano de Agronomia. Como quer estar sempre estudando, começou esta semana, em Florianópolis, o famoso curso de longa duração WSET, Wine & Spirit Education Trust. É noivo de uma dentista e planeja casar em outubro do ano que vem.

Como surgiu a Villaggio Grando?

Guilherme Grando – O meu pai, Maurício Grando, é empresário do setor madeireiro em Caçador, com a empresa Madepinus. Um dos seus clientes era um francês produtor de armanhaque (destilado de uva). Ele veio nos visitar e conheceu nossa propriedade onde estávamos começando a criar gado red Angus, para carne nobre. Mexeu no solo e disse: vocês até podem criar gado, mas é um grande local para uva vinífera. Aí fizemos convênio com a Epagri, Embrapa e com o Instituto San Michele, da Itália, para pesquisas. Temos, hoje, um dos maiores laboratórios de pesquisa de uvas da América do Sul. São mais de cem variedades plantadas para ver quais vão dar mais certo. A primeira fase das pesquisas começou em 1998 e foi até em 2011.

Por que você entrou o negócio?

Grando – Minha história na vinícola começou em 2001. Eu estava fazendo o segundo grau na Austália, com 15 anos, e o pai ligou informando que apareceram os primeiros cachos de uva e a produção era para vinhos. Aí me empolguei e, nas férias, mudei para Barossa Valley, a região vinícola da Austrália, para conhecer um pouco mais, e me encantei. Voltei para Santa Catarina, fiz Direito e curso de sommelier em Curitiba. Há três, anos retornei para Caçador e assumi a diretoria comercial da vinícola. Nossos primeiros vinhos foram lançados em 2004. Além da gestão comercial, ajudo o meu pai na parte administrativa.

O que a vinícola oferece ao turista?

Grando – Oferecemos tanto visitação, com o enoturismo, quanto venda dos nossos vinhos. A visitação iniciou há três anos e, ano passado, concluímos área de degustação, com piano de cauda, mesas e vista para o lago. A nossa vinícola é butique. Nessa linha, estamos buscando um parceiro para a construção de um hotel ou resort de luxo, com 10 a 20 unidades. A gente quer ceder o terreno. Também estamos iniciando uma pista de pouso de 1,4 mil metros. Há crescente número de turistas que se deslocam de avião próprio. Muitas vezes recebemos clientes que vem até Caçador de avião e se deslocam de carro até a vinícola. Outro projeto é um condomínio para residências de férias.

Quantos hectares estão plantados?

Grando – Todas as uvas da Villaggio Grando são próprias. Finalizamos o projeto da vinícola, com 42 hectares plantados, e estamos iniciando um plano para uma unidade exclusiva de espumantes. Para isso, vamos terceirizar produtores vizinhos, que contarão com assessoria do nosso corpo técnico. Será um modelo como as integrações de agroindústrias de carnes.

Qual é a produção atual?

Grando – Hoje, elaboramos três espumantes, um demi-sec, um brut e um brut rosé; dois vinhos brancos, o sauvignon blanc e o chardonay; e quatro tintos, um cabernet sauvignon, um merlot, o Inominable, que é um corte de seis varietais, e o Além Mar, um corte de três varietais, feito pelo enólogo português Antônio Saramago e o sommelier José Santanita, que foi eleito o melhor de Portugal no ano passado. Temos, ainda, o vinho colheita tardia, das uvas petit manseng e gros manseng. Produzimos de 160 a 180 mil garrafas. Nosso projeto é chegar a 300 mil garrafas. Queremos ampliar com a produção de espumantes.

Vocês estão em busca de castas raras?

Grando – Pesquisamos 103 variedades. Temos uma região nova, com indicação de uma pessoa que conhece, mas ninguém sabe, realmente, a uva que vai dar mais certo aqui. Já sabemos que a chardonay, por exemplo, é espetacular na nossa região. Mas por que não testar outras? Quem sabe a gente encontra um tesouro que não deu certo em outros países. Vinícola é um negócio para centenas de anos. A Europa, por exemplo, tem muitos vinhos de regiões específicas.

Quanto vocês já investiram na vinícola?

Grando – Não costumamos  falar em números, mas a gente colocou todas as fichas lá. Meu pai é filho de um bancário que trabalhava no Banco do Brasil e é muito empreendedor. Começou a negociar madeiras com 16 anos. Mas ao entrar no ramo do vinho, sabe que é um projeto de longo prazo, diferente. Os americanos costumam dizer que, quando você faz o seu projeto empresarial, vai direto para a última página, para saber o custo e como sair se não der certo, menos as vinícolas porque vinícola você não sai nunca mais. É um ramo de gerações. Além de encantador, envolve muita coisa. Empregamos cerca de 60 pessoas na safra e em média, 50 pessoas durante o ano. Mas como a gente está em outros segmentos também, a gente acaba precisando de mais pessoas. Na vinícola, fazemos tudo manualmente. Uma poda errada, são duas ou três safras de prejuízo.

Há muita tecnologia na produção?

Grando – Contamos com um enólogo na vinícola, o Mateus Valduga, consultoria do Jean Pierre Rosier, que tem doutorado em Bordeaux, mais o Antônio Saramago, que vem duas vezes por ano e elabora o Alem Mar. Em sempre falo que vinho é feito de uva, paixão e enologia. Você precisa ter uva boa e enólogo bom. Todo o mundo que começa a tomar vinho sonha em tomar um Petrus dos anos 1940. Tinha tecnologia naquela época? E o vinho está vivo, inteiro na garrafa. Para mim, tecnologia no vinho é inox para controlar a temperatura, ter higiene. Não é um computador que vai dizer se o vinho está pronto. Ele está pronto na hora em que o enólogo diz que ele tem que ser tirado da madeira.

As degustações no exterior proporcionam muitas surpresas?

Grando – São histórias interessantes. Um cliente da madeireira levou o Inominable, que é o nosso vinho mais famoso, para o restaurante do irmão dele em Paris. Numa degustação às cegas para amigos e clientes, o grupo começou a tentar descobrir de que região da França era o vinho. Quando viram que era brasileiro, alguns até comentaram que alguém estava levando vinho da França para engarrafar no Brasil. Tivemos outras situações não oficias de concurso, mas bem interessantes. Em um chateau de Bordeaux e na vinícola mais famosa dos EUA, numa degustação às cegas, os nossos vinhos ficaram em primeiro e segundo lugar, entre vinhos muito mais caros. Isso prova que não só a Villaggio Grando, mas que o Brasil em geral e as vinícolas de altitude catarinense conseguem fazer qualidade. Existe um preconceito que está mudando com o tempo. É através dessas formas que hoje são até engraçadas, que o Brasil surpreende o degustador do mundo e nossos produtos poderão ser mais reconhecidos. Aqui em Santa Catarina tivemos o apoio de muitas pessoas para divulgar nossos produtos e, em especial, os vinhos de altitude de Santa Catarina. O senador Luiz Henrique, nos seus dois mandatos de governador do Estado, sempre divulgou muito os vinhos catarinenses. Agora, no Senado, segue difundindo o setor.

Quais são os planos de vendas no Brasil e exterior?

Grando – Nossos produtos estão de Brasília para baixo, em lojas especializadas e restaurantes. Estamos iniciando, agora, o Norte e o Nordeste do país que são regiões boas para a venda a turistas estrangeiros que consomem vinhos. Nossos planos são exportar para Londres, Estados Unidos e China. Em 2009, fizemos a feira de Londres e quarta-feira vamos expor na feira de Miami (EUA). Fechamos com uma trading internacional para fazer a distribuição em nível mundial. A gente não tem volume gigantesco, mas buscamos nichos de mercado de alta qualidade. Apesar do câmbio ser desfavorável, queremos exportar porque o produto indo para fora também vende mais aqui dentro. Incluímos Londres porque é a capital do mundo para qualquer bebida, desde os tempos das navegações. Qualquer lojinha, lá, tem 4 mil rótulos.

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O que mais atrapalha o setor?

Grando – O pessoal critica muito a entrada de vinhos do Chile e da Argentina. Mas eu sempre destaco, quando possível, que eles não atrapalham o Brasil. Concorrência você tem em qualquer ramo, é normal. O que atrapalha o Brasil é a incidência de carga tributária muito alta, em alguns casos chegando até a 50% do preço, encargos trabalhistas e o contrabando. O vinho que entra legalizado compete no seu nicho. O contrabando é muito desleal porque você tem, em restaurantes, vinhos por R$ 500 que foram comprados por US$ 40 na fronteira. Na Espanha, por exemplo, o vinho é considerado um alimento e o imposto é de até 3%.

O que mais vocês produzem em Água Doce?

Grando – Junto com o projeto do vinho produzimos maçãs, bovinos da raça red angus (que produz a melhor carne do mundo) e iniciamos a criação de ovelhas. Tudo acaba sendo turístico. No caminho, entre o portal e a vinícola, você vê tudo isso. Também plantamos dois hectares de oliveiras porque queremos lançar um azeite de oliva Villaggio Grando. Estamos ainda pesquisando. Não temos a planta de azeite, é uma indústria mais simples do que a vinícola, mas a escolha das oliveiras que serão cultivadas é mais difícil. Também para o futuro, planejamos produzir queijos com leite de ovelha.

O argumento de que vinho faz bem à saúde ajuda?

Grando – Ajuda a vender, sim. São muitas as pesquisas científicas que apontam benefícios à saúde se a pessoa consumir vinho de forma moderada. Por isso a classificação tributária deveria ser diferente. Hoje, o consumidor quer vinhos com teor alcoólico de 12% a 13,5%, náo mais.

Quando a Villaggio Grando recebe turistas?

Grando – Nossa visitação é de segunda a sábado, das 9h às 17h, inclusive nos feriados. Não abrimos aos domingos porque não temos restaurante. Costumamos agendar grupos de 15 a 20 pessoas para visitação. Água Doce fica a 50 quilômetros de Caçador e o tempo, de Florianópolis até a vinícola, de carro, é de aproximadamente quatro horas e meia.  Para quem prefere chegar mais rápido, há vôos de Florianópolis para Caçador feitos pela companhia NHT. Além disso, recebemos, com frequência, clientes e compradores que vem com aviões particulares até caçador. Por isso estamos construindo a pista de pouso.

Texto de Estela Benetti (Diário Catarinense), com pequenas atualizações RACVB.

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Os alimentos foram criados em sua forma, textura, aparência e demais características pela natureza, não por acaso, mas para chamar a nossa atenção, despertar nosso desejo e nos lembrar o quanto é bom provarmos tanto os novos sabores quanto os tradicionais. Mas não é só no paladar que provamos as delícias, podemos aguçar os cinco sentidos através da Gastronomia.  Portanto, melhor quando complementamos essa experiência com um programa cultural, apreciando as belezas da história sendo contadas pelas artes: música, dança, teatro, declamações e pelos produtos dos artesanatos. A Rota da Amizade, localizada no coração do Estado de Santa Catarina, está preparada para o turista que quer experimentar sabores especiais, apreciar bons vinhos e cervejas artesanais e ainda assistir a apresentações culturais ricas em história, diversão e beleza. Venha viajar conosco, descubra os Encantos e Sabores da Rota da Amizade em Fraiburgo, Videira, Treze Tílias, Joaçaba e Piratuba.

 

FRAIBURGO – TERRA DA MAÇÃ

 

Salada Renar - Hotel Renar

 

Fraiburgo tem um dos seus mais importantes ingredientes da Gastronomia no slogan do município: terra da Maçã. As delícias elaboradas na cidade são tratadas como atrativos turísticos, tanto que as duas principais Tortas de Maçã confeitadas são reconhecidas nacionalmente como as melhores do país, uma pelo programa Fantástico da Rede Globo e outra pela Revista Gula, especialista no assunto. Além dos doces, os sabores da fruta podem ser encontrados em risotos, peixes, saladas e diversos outros pratos criados pelos moradores e chefs dos restaurantes da cidade.

 

Mas não é só de maçãs que vive a cidade de Fraiburgo. A diversidade de Restaurantes e pratos oferecidos, numa cidade de pouco mais de 35.000 habitantes, é bastante interessante para a região. Contemplada por um restaurante de culinária internacional, pizzarias, cantinas, buffets, lanchonetes e confeitarias, Fraiburgo atende aos diversos bolsos e paladares.

as baixas temperaturas propiciam a apreciação de pratos consistentes, bem temperados e que despertem a sensação de aconchego. E os produtos mais apreciados neste quesito são as sopas, os caldos, os fondues de carne, queijo e chocolate, os cafés coloniais, tortas e doces, cafés e chocolates quentes, todos traduzindo as etnias que compõem as cidades da Rota da Amizade, as quais: alemã, italiana e austríaca mescladas com o povo que já habitava a região e traz consigo a história para ser preservada.

Outro item importante nesta exploração do paladar e dos sentidos é o ‘michuim’, um prato tipicamente árabe que foi introduzida aos fraiburguenses por um francês que se estabeleceu no município na época de sua fundação. A palavra michuim significa assado ou grelhado e o prato foi adotado devido à região ser formada por caçadores que tinham o hábito de assarem suas caças da mesma maneira que é assado o michuim, o animal inteiro, adicionados somente temperos e condimentos. Para acompanhar esse prato, apenas o pão francês, que deve ser umedecido com temperos e recheado com fatias da carne, ficando parecido com sanduiche.

Michuim

 

VIDEIRA – Berço da Uva e do Vinho

 

Videiras - Vínícola Santa Augusta

Videira, assim como Fraiburgo, tem no nome a tradução de um importante item da sua gastronomia. A planta videira é responsável pela produção da uva, uma fruta que após um cuidadoso processamento dá origem a uma das bebidas mais apreciadas no mundo, o vinho. A democracia desta bebida é um dos aspectos mais valorizados, desde os vinhos coloniais até os vinhos mais sofisticados, segundo as características de cada uma das uvas existentes nas regiões vitivinicultoras são degustados pelo público em geral, especialistas ou não.

Na Rota da Amizade, parte de Videira um roteiro de experiência sem igual no Estado de Santa Catarina. Com três vinícolas de altitude, uma em Videira, outra em Água Doce e outra em Tangará, o enoturista pode se deliciar com o néctar dos Deuses. São experiências diversas no interior desses municípios, com estrutura adequada e preparada para bem receber. Pequenos momentos de degustação para conhecer o produto e visitação as mais belas paisagens do interior. Há ainda as vinícolas familiares, de produção de vinhos finos, porém em altitudes inferiores aos 1.100m, como em Pinheiro Preto, e que também não deixam nada a desejar, oferecendo visitação ao processo de fabricação, passando por momentos culturais onde histórias são contadas e a degustação coroando o passeio.

Complementando o olfato e o paladar, o Museu do Vinho em Videira e o Museu da Vitivinicultura, no interior da cidade de Tangará mostram ao público um pouco da história dos imigrantes da região, suas ferramentas, vestimentas, primeiros produtos, rótulos e garrafas que serviram para os primeiros vinhedos plantados e vinhos produzidos, ou seja, uma experiência completa para os sentidos.

Para os mais curiosos, as uvas produzidas na região e utilizadas para a fabricação dos vinhos são cabernet sauvignon, merlot, malbec, chardonnay, sauvignon Blanc e teroldego. E os espumantes produzidos são os moscatel, demi sec e brut.

Degustação na Vinícola Villaggio Grando

 

JOAÇABA – GASTRONOMIA E CULTURA

Para atender tamanha diversidade e bem receber o turista, o município se equipou, através do empresariado local, de diferentes ramos da gastronomia. Apreciar diferentes delícias não é problema, mesmo para quem passa muito tempo na cidade.

É possível trilhar um caminho de simplicidade e sofisticação raros na região. Partindo dos lanches, encontrados em qualquer grande centro, Joaçaba se destacou pela aprimorada apresentação que faz deles, passando pelos pastéis, ricos nos sabores e inovações, pelas pizzas e muitas massas com molhos e especiarias, em ambientes aconchegantes e sofisticados, chegando à possibilidade de apreciar carnes nobres silvestres num local em que ainda é possível agradar aos olhos com a natureza ao redor, só em Joaçaba.

A organização dos empreendimentos é um ponto positivo, os restaurantes que abrem para atender ao almoço não são os mesmos que abrem para atender ao jantar, propiciando assim verdadeira opção de não repetição das refeições e adequando os pratos para os horários em que são oferecidos. Ao meio-dia os muitos buffets da cidade oferecem diferentes pratos e refinamentos e a noite, as opções são mais sofisticadas e completadas com apresentações musicais ao vivo e som eletrônico.

 

TREZE TÍLIAS – O TIROL BRASILEIRO

 

 

Os restaurantes de Treze Tílias atendem a todos os diferentes tipos de turistas: negócios, lazer ou religiosos, casal, famílias ou grupos podem se sentir à vontade nos buffets, hotéis, parques e demais restaurantes espalhados pela cidade. Para aqueles que precisam de mais agilidade ou para os que não precisam se preocupar com o tempo, as opções são inúmeras para uma cidadezinha de pouco mais de 6.000 habitantes.

Outro aspecto importante da gastronomia de Treze Tílias é o preparo das cervejas artesanais, numa cervejaria local. Com cervejas e chopps de diversos sabores e complexidades, a bebida é vendida para todos os restaurantes da cidade e atende muitos outros na Rota da Amizade. A combinação chopp/cerveja com alimentos é uma herança típica dos povos austríacos e alemães. Há ainda uma vinícola no município, que iniciou há pouco tempo suas atividades, mas já vem mostrando um interessante ganho de qualidade em seus produtos, já reconhecidos no Estado.

Gulasch, spätzel e salsichão

PIRATUBA – OS SABORES DA CIDADE DAS ÁGUAS TERMAIS

 

Piratuba tem história e gastronomia já no significado de seu nome. Vem do tupi-guarani e significa abundância de peixes, ou seja, nesta cidade você vai se deliciar com os pratos em torno dessa saudável e saborosa iguaria. É claro que não ficam por aí as opções, carnes, massas e deliciosas sobremesas compõem o cardápio de Piratuba, que tem uma característica curiosa na composição de suas opções de alimentação, todos os restaurantes são dentro dos Hotéis da cidade.

Nada dá mais vontade de comer do que brincar na água. E, por isso mesmo, Piratuba cuida atentamente do que serve para seus turistas. Pratos saudáveis, bem estruturados e com sabores únicos são apresentados nos buffets dos Hotéis. Uma cidade onde a diversão e o descanso são quase sinônimos pede alimentação diferenciada e balanceada, uma preocupação constante dos empresários do município.

A gastronomia de Piratuba tem forte apelo alemão, inserindo nas refeições cucas e ingredientes doces para compor com os salgados, contrapondo com a tipicidade dos pratos a base de peixes. Na Kerbfest, no início de todos os anos, a cidade apresenta as delícias típicas, complementadas pelos ingredientes locais dos caboclos que viviam na região. Durante todo o ano, em alguns hotéis, são realizados festivais de gastronomia, hora apresentando culinária árabe, hora italiana, hora japonesa, mas todas regadas com deliciosos vinhos, cervejas e, claro, sobremesas.

 

 

Solicite as receitas atraves do e-mail: atendimento@rotadaamizade.com.br

Fotos: Arquivo Rota da Amizade

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